Velhos hábitos: como mudá-los?

Velhos hábitos: como mudá-los?

Um dia a realidade se impõe e não é fácil encará-la. Infelizmente, somos nós, médicos, que temos o papel de dar a desagradável orientação. Diante do exame e do paciente, constatamos: ele deve mudar seu estilo e hábitos de vida.

O hipertenso deve reduzir o sal. O diabético, cortar o açúcar, a massa, ter uma rotina de aplicar injeção em si mesmo, fazer exercícios físicos para controlar o peso e diminuir o número de medicamentos. Quem sofre de dislipidemia não deve consumir gordura, cortando a carne vermelha do seu cardápio. Níveis altos de triglicérides implica parar de consumir álcool. Já quando o colesterol sobe, restringe-se o consumo de qualquer alimento de origem animal. “Você precisa fazer exercícios”, indicamos à grande maioria dos pacientes, inclusive àqueles que não conseguem – de jeito nenhum – estabelecer uma rotina de atividades físicas. Chegam até mesmo sofrer de ansiedade quando o fazem. Outros, como os fumantes, não conseguem largar do vício. Para os obesos, incluem-se todas essas restrições citadas ao longo desse parágrafo tão inconveniente.

A verdade é que mudanças assim muitas vezes só acontecem diante de um susto. É quando o paciente percebe que, se não mudar, sua trajetória de vida passará a ser mais dolorosa para si e para os que estão a sua volta. E, no pior dos cenários, um tanto mais curta do que poderia ser.

Até aqui, nada de muito novo. Já sabemos dessa história o bastante para dizer que nos acomodamos nos hábitos até que o alarme soe. Mas a notícia para o paciente que se vê nesta encruzilhada é a seguinte: mudar um hábito de uma vida toda é difícil para todos.

Por isso, além da orientação objetiva dos médicos, não raro o ideal é ter um acompanhamento que acolha as questões emocionais. Muito do que fazemos (ou deixamos de fazer hoje) nem sempre está atrelado a fatores que julgamos os verdadeiros motivos. O que somos hoje envolve toda a nossa história de vida. Desse modo, o indicado é buscar o auxílio de um psicólogo ou, em casos mais delicados, um psiquiatra.

A nova via-sacra do paciente

Antigamente, a medicina não conhecia tantos detalhes e especialidades. Hoje, o paciente tem diante de si uma série de especialistas somados a uma medicina altamente preventiva. Neste sentido, é orientado a buscar consultas em cada um deles que, por sua vez, irão pedir uma série de exames, que geram diagnósticos específicos e, na sequência, orientações para tratamentos. Por exemplo, dependendo do problema que um dos nossos pacientes apresenta, o ideal é que busque também um cardiologista, assim como um endocrinologista, o reumatologista, um fisiatra, o hematologista etc.

Dessa forma, em menos de um mês, ele se vê tendo que agendar três consultas, indo a laboratórios para fazer e buscar exames, marcar os retornos, administrar os medicamentos e seguir com os desdobramentos como alteração de cardápio e atividades físicas. Enquanto isso, as demandas profissionais e familiares seguem como sempre foram. E ainda escutam que é preciso evitar o estresse, este que é o maior fator de risco e cujo índice é impossível de ser identificado em exames de laboratório.

 

O que fazer? Como começar?

Não há uma fórmula exata. Mas sabemos que uma equação fica cada vez mais complexa quanto mais variáveis ela tem. E hoje o mundo está cheio dessas variáveis, como acabamos de ver. É importante saber o tamanho e a velocidade do passo que podemos dar, equilibrando as necessidades à realidade da nossa rotina. Mas é vital saber separar o que é uma impossibilidade e o que é uma resistência emocional.

Outra questão é entender que nem tudo é fácil e imediato. Um tratamento de saúde envolve um processo mais amplo do que um simples procedimento clínico ou a ingestão de remédios. A ilusão da facilidade e rapidez, ampliada nos últimos anos pelo uso dos aplicativos de celular, faz com que a ansiedade atrapalhe muito nessas horas, quando devemos assumir a responsabilidade sobre si e respeitar a velocidade natural do nosso corpo e mente.

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