Fakenews: “Se um familiar meu teve trombose, eu também vou ter.”
Fakenews: “Se um familiar meu teve trombose, eu também vou ter.”
Não é verdade. Pois os fatores que causam trombose estão condicionados a situações que nem sempre envolvem questões genéticas. Essas causas são identificadas dentro da chamada Tríade de Virchow, que indica três razões pelas quais as pessoas desenvolvem a trombose. São estas:
1.Lesão da parede vascular (chamada de endotélio): essas lesões podem acontecer a partir de traumas ósseos ou cirúrgicos, aterosclerose, a presença de cateteres permanentes, ou de um tumor expansivo, alguns tipos de infecções e inflamações, além de compressões venosas provocadas por alterações anatômicas arteriais como a Síndrome de May-Thurner (também chamada de Cockett) e a Síndrome de Nutcracker.
2. Diminuição do fluxo sanguíneo (estase sanguínea): essa questão está associada à presença de varizes, obstruções venosas causadas por gravidez ou tumores, tempo excessivo de paralisia física ou imobilidade (como viagens prolongadas ou pacientes acamados em CTIs).
3. Hipercoagulabilidade: trata-se da variação constitutiva do sangue, que pode estar atrelada a fatores congênitos – como mutações e deficiências vitamínicas e proteicas – , também consequência de outras doenças, como anemia falciforme, e situações como desidratação. Entre as questões extrínsecas, estão o tabagismo e o uso de anticoncepcionais (em algumas pessoas). A própria gravidez pode resultar em alterações na coagulabilidade.
Ao contrário da trombose, a trombofilia sim, indica riscos de influência genética, de modo que os parentes de primeiro grau devem fazer o rastreamento com um médico vascular, que dará encaminhamento para a avaliação hematológica.