As férias estão chegando ao fim, a rotina começa a reaparecer… e junto com ela vem a tendência de deixar o movimento para depois. É justamente aí que mora o risco: voltar ao automático e esquecer do corpo mais uma vez.
Quem acompanha meu trabalho já percebeu que eu insisto nesse ponto por um motivo simples: o sedentarismo cobra seu preço. A circulação sofre, a pressão desregula, o risco cardiovascular aumenta. Mas o impacto não é só físico. Atividade física ajuda a organizar o humor, reduzir o estresse e atravessar essa volta à rotina com mais equilíbrio.
E tem algo que faz toda a diferença nessa retomada: não fazer isso sozinho. Atividade em grupo cria um compromisso leve, troca, conversa. A gente se mexe, encontra pessoas, constrói vínculos. Esse senso de pertencimento também é saúde, e muitas vezes é o que garante a constância.
Eu vivo isso no Clube do Bagaço, do qual participo (o nome já indica que, mesmo sem grandes pretensões, seguimos pelo espírito esportivo). A proposta é simples: movimento, convivência e constância, sem obsessão por performance. Um espaço para sair da inércia e cuidar da saúde de um jeito possível.
No consultório, fica claro que o corpo não negocia com o sedentarismo. Quando o movimento fica sempre para depois, ele cobra (e costuma cobrar cedo).
Com o fim das férias, vale o convite: retome a rotina, mas não abandone o corpo. Caminhe, pedale, jogue bola, encontre pessoas. A única competição é contra o sedentarismo. O resto é ganho.