Em que momento fazer a cirurgia de varizes?

Em que momento fazer a cirurgia de varizes?

Em decorrência da Covid-19, os hospitais passaram pela necessidade de restrições de casos cirúrgicos atendidos ao longo deste primeiro semestre de 2021. Na cidade de São Paulo, porém, neste momento já acontece uma reabertura, dentro dos procedimentos sanitários e seguros aos pacientes com demandas alheias ao coronavirus. Casos eletivos, como os de varizes dos membros inferiores, começam a ser acolhidos novamente.

Como já falamos antes, as varizes dos membros inferiores fazem parte do quadro da Doença Venosa Crônica, ou Insuficiência Venosa Crônica. Pelo fato de se ter essa característica – crônica, – ela evolui progressivamente ao longo dos anos. A partir desta natureza da doença, existe uma classificação que aponta parâmetros evolutivos da insuficiência venosa. Essa catalogação foi realizada pelo Fórum Americano de Doenças Venosas e fundamenta-se a partir da sigla internacional CEAP, indicando parâmetros clínicos (C); etiológicos (E); anatômicos (A); e fisiológicos (o P da sigla se refere ao termo phisiology).

A partir de constatações que abrangem essas referências, o quadro clínico (C) dos membros inferiores é registrado dentro da seguinte escala:

C0 – ausência de sinais da doença venosa.

C1 – presença de vasinhos apenas com manifestações estéticas.

C2– vasinhos, veias reticulares e varizes sem manifestações clínicas.

C3 – vasinhos, veias reticulares e varizes, com a presença de edemas (inchaços) e dores.

C4 – além das anteriores, presença de distúrbios tróficos (alterações na pele como manchas, eczemas, pruridos, dermites alérgicas crônicas e inflamações (celulites) recorrentes, assim como tromboflebites.

C5 – além das anteriores, ocorrência de úlceras varicosas cicatrizadas.

C6 – além das anteriores, ocorrência de úlceras varicosas ativas (que não se fecham).

Pode-se perceber que até o grau C2 a cirurgia é indicada considerando questões estéticas, além do fato – como sabemos – de ser uma doença crônica. Ou seja: quanto mais cedo for tratada, melhor. Deste modo, a partir da fase C3, a cirurgia passa a ser indicada formalmente por envolver questões como desconfortos, dores e riscos de complicações da doença.

Embora essa escala considere camadas superficiais da pele e, portanto, visíveis a olho nu, é relevante considerar que quadros situados ainda na fase C2 podem indicar uma situação mais complexa. Isso porque uma parcela desses pacientes apresenta insuficiência no sistema venoso profundo – que envolve importantes troncos de irrigação sanguínea, varizes de grosso calibre, varizes secundárias devido à síndrome pós-trombótica, e risco de tromboflebite. Esses diagnósticos são sempre confirmados por meio da realização do Ultrassom ou Eco Doppler Colorido.

De modo geral, os sinais evolutivos das varizes dos membro inferiores são bem claros e, a partir desta escala, a identificação ganha ainda mais parâmetros. É importante considerar este cuidado preventivo para evitar dores e complicações futuras.

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