Cinco sinais de problemas circulatórios

Cinco sinais de problemas circulatórios

Já falamos por aqui que nem todos os sintomas de dor ou desconforto nas pernas indicam problemas relacionados à circulação. Eles podem estar associados, por exemplo, ao sedentarismo. No entanto, existe uma série de sinais que indicam, sim, doenças vasculares – conforme apontou recentemente a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Seja qual for o sintoma, é preciso estar atento e fazer um check-up tão logo essas primeiras suspeitas se apresentem, descartando preocupações ou se direcionando para os devidos tratamentos.

Vamos aos sinais de problemas circulatórios envolvendo as pernas:

  1. Sensação de formigamento, cãibras e insensibilidade nas extremidades dos membros:

Sintomas relacionados à falta ou excesso de sensibilidade indicam neuropatias, especialmente a polineuropatia diabética. Ela vem como uma das possíveis complicações aos que têm diabetes mellitus, especialmente aos insulinodependentes. Neste caso, as alterações de sensibilidade são uma decorrência secundária a uma nutrição insuficiente dos nervos periféricos, chamada microangiopatia. Em casos mais extremos, a falta de sensibilidade expõe a região alterada (geralmente os pés) a situações graves, decorrente da total anestesia. Sem perceber, a pessoa pode sofrer fraturas, queimaduras ou ferimentos que levam uma rápida e grave infecção.

 

  1. Inchaço nas pernas

O primeiro passo diante deste sintoma é identificar o tipo de inchaço: se crônico ou agudo. É importante verificar também se o inchaço é bilateral (em ambos os membros) ou unilateral (em apenas um). Caso seja bilateral, observamos se é simétrico ou assimétrico – ou seja, se há diferença na intensidade dos inchaços. Em casos crônicos, as causas mais comuns são a Doença Venosa Crônica (provocada por varizes primárias); ou a Síndrome Pós-Trombótica (provocada por varizes secundárias); ou o Linfedema – estes casos podem variar de acordo com o membro, mas geralmente é unilateral. Entre os inchaços agudos, um dos mais graves é o sinal imediato de Trombose Venosa Profunda, que normalmente se dá de modo unilateral. Outro inchaço relevante – acompanhado de vermelhidão e ardência – pode indicar Erisipela, Linfangite Aguda ou Celulite Aguda.

 

  1. Alteração na cor da pele

Para situações crônicas, as causas mais comuns são a doenças funcionais que alteram a microcirculação. Podem ocorrer em todas as extremidades – mãos e pés. As alterações variam de acordo uma vasodilatação (quando a pele fica mais vermelha), ou uma vasoconstrição (ficando mais pálida), ou um rebote disso, na cor arroxeada (cianose). São reflexos que vêm, principalmente, de estímulos externos, como acontece na Síndrome de Raynaud. Outras causas de mudanças de cor são as doenças que causam obstruções arteriais, como Aterosclerose , Ateromatose ou Aterites – especialmente em membros inferiores, sendo o mais comum a palidez. Neste caso, ela vem como resposta a uma condição já crônica, associada a outros sintomas como dores. Em casos agudos, a alteração de cor pode ser devido a uma embolia, ou Trombose Arterial Aguda, causando esta alteração junto à sensação de frio e dor, mesmo em repouso.

 

  1. Vasos e varizes visíveis

As varizes normalmente fazem parte da Doença Venosa Crônica, a doença mais frequente dentro da especialidade vascular e chegam a comprometer de 30% a 40% da população, especialmente mulheres. Para medir a intensidade e o melhor tipo de tratamento, analisa-se o grau evolutivo e a presença das veias e vasinhos doentes, assim como o calibre das varizes. Essa variação pode afetar apenas a estética, mas também o conforto ou a segurança da saúde do paciente. De acordo com cada caso, opta-se pelo momento ideal de se fazer a cirurgia, seja ela estética ou preventiva.

 

  1. Cansaço inexplicável e dores nas pernas

Tanto o cansaço quanto as dores dependem muito da maneira como se apresentam e são relatadas pelo paciente. Quando se apresenta em uma das pernas torna-se mais preocupante, pois pode indicar uma obstrução arterial crônica. Neste caso, é comum que seja uma claudicação intermitente – que obriga a pessoa a parar de tempos em tempos numa caminhada. Para todo caso de dores inexplicáveis nas pernas, um teste de esteira ajuda a descartar outras doenças de sintoma semelhante, como problemas neurológicos ou ortopédicos.

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