ANGIOTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

ANGIOTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

A angiografia, que consiste no mapeamento de uma região do sistema circulatório, está conquistando uma nova evolução graças a mais um passo da tecnologia, agora com a união desta prática com a tomografia. O resultado disso é a angiotomografia computadorizada, que é nada mais do que o estudo das rotas arteriais e venosas num diagnóstico de imagem de uma região super selecionada e com os recursos de 3D.

Para se ter uma ideia, inicialmente essa prática era realizada através do Raio-X simples, após a injeção de contraste na veia ou artéria, de modo que a área preenchida era retratada neste clássico exame de imagem. Além do desafio e habilidade em adivinhar o momento certo de disparar a radiação, essa técnica oferecia uma imagem limitada, onde essas áreas poderiam estar encobertas pelos ossos, como a coluna vertebral. Havia também um relativo risco, pois a injeção de contraste, após punção direta numa artéria como a aorta, poderia causar o rompimento hemorrágico.

A partir dos anos 80, os computadores revolucionaram trazendo a angiografia por subtração digital que, por meio de cateterismo à distância, permitiu a visibilização do caminho das artérias subtraindo a imagem dos ossos e dando mais flexibilidade e diferentes ângulos de captação. Este recurso trouxe grande avanço, pois permitiu o surgimento da cirurgia endovascular, sem cortes, que hoje em dia é feita largamente como as angioplastias, implante de stents, endopróteses e as embolizações.

Enquanto isso, a radiologia também evoluía, trazendo aos profissionais da saúde as facilidades da tomografia que, como o próprio nome diz, “tomo” vem de “cortar”, favorecendo assim a captação de cortes em diferentes sentidos de uma área do corpo. Dessa forma, passamos a visibilizar os trechos do organismo de maneira axial (corte que separa entre região superior e inferior), coronal (corte que divide entre parte frontal e posterior) ou sagital (corte que o faz entre esquerda e direita). Em estações digitais de trabalho, chamadas work stations, estes três cortes podem ser intercruzados, assim como permitem reconstruções em 3D.

Tanto para a angiografia, quanto para a angiotomografia, o contraste sempre foi necessário, assim como o uso do raio-x. No entanto, agora com a junção da tecnologia da angiografia por subtração digital à angiotomografia computadorizada numa mesma suíte endovascular, os procedimentos de radiodiologia vascular intervencionistas e cirurgias endovascular se tornaram ainda mais práticos e seguros,  permitindo que tanto o paciente quanto o profissional recebam muito menos descargas radiotivas, já que o uso do raio-x diminui significativamente. Além disso, menor injeção de contraste e anestésicos, sem contar o próprio grau de precisão da área a ser mapeada, aperfeiçoando ainda mais o planejamento pré-cirúrgico e controle pós-operatório imediato.

Uma mostra dessa realidade, cujo acesso mais amplo por diferentes países é uma questão de tempo, foi apresentada no evento Cirse 2016 (Cardiovascular and Interventional Radiological Society of Europe) em Barcelona, na Espanha, no qual estivemos presentes e acompanhando de perto este e outros avanços tecnológicos da medicina que influenciam diretamente nossa especialidade. Que sejam bem-vindos!

Imagem da CIRSE 2016, com destaque ao Miyabi Angio-CT, ineditismo em angiotomografia computadorizada.

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